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    O PAULO das Bifanas

     
     
       Hoje, uma vez mais, nem tempo tive para almoçar...
     
    Viajava entre Lagoa e Armação de Pêra e ía ouvindo musica em altos berros...quando, mesmo à beira da estrada, vejo escrito num toldo:
     " O PAULO das Bifanas."
    Pensei  que era boa ideia parar ali. Uma bifana bem feitinha, um sumo de laranja e já seria um bom almoço, se me lembrar da fome que se passa em África!!!
    Parei o carro, entro e dou de caras com um quarentão de sorriso simpático. Aquele olhar dizia-me algo...
    _Boa tarde, quero uma bifana e um sumo para levar, s.f.f.
    Ele não se mexeu...ficou ali a olhar para mim e a sorrir...
    Eu também sorri e perguntei se não tinha bifanas ou me conhecia de algum lado.
    _ Conheço-a, sim, foi minha professora há 30 anos... eu tinha 12, Telescola, diz-lhe algo?
    _ Claro que me diz, mal entrei logo vi que te conhecia de algum lado...
    E pronto, é isto que me encanta. Reencontrá-los muitos anos depois e ver-lhes aquele sorriso no alhar...
    Ganhei um grande abraço e recuperei um antigo aluno, que havia  perdido no tempo e no espaço...
     
    Agora quando o tempo me faltar, vou às Bifanas do PAULO.
     
    P.S. - Esqueci-me de referir que as bifanas são apetitosas, bem quentinhas, suculentas...excelentes!!!
    Obrigado Apolinário pela observação devida.
     

    Os bailaricos do povo...vulgo "forró do Brasil".

     

    valsa.jpg valsa image by soniaolhos

    Além de serem óptimos aliados para a saúde física, trazem muitos benefícios tambem para a saúde mental e emocional.

    A prática da dança, estimula a expressividade, favorece a socialização, combate o stress, melhora as funções vitais do organismo, desenvolve a coordenação motora, postura , flexibilidade, desenvoltura!

    São só vantagens!...

    Adoro dançar, mesmo em casa, frente ao espelho..., costumo dizer que danço quando estou triste, quando estou alegre e mesmo quando estou assim assim.

    Sábado lá me puxaram prá dança. Desenferrujei ", não falhei uma e...adorei.

    Ficou decidido: Voltaremos na próxima semana!...

     

     

    Meu presente de fim de semana.

      

    Emocionante, perfeito, incrível, maravilhoso, apoteótico, fantástico...

    Que bom seria que em Portugal se fizessem espectáculos destes.

    Ópera com a participação do público.

    É um espectáculo que faz vibrar qualquer coração, por mais triste, nostálgico e infeliz que esteja!

    Nisto deviam apostar os nossos politicos e pouparíamos em ansiolíticos, calmantes e afins!!!

    Estas pessoas foram de alma lavada pra casa!!!

    ANDRÉ RIEU - DIVINAL!!!!...

     

    COM OS OLHOS DA ALMA

     
     
    Minha sentida homenagem a Louis Braille e a todos os invisuais que utilizam o método de leitura e escrita desenvolvido por ele.
    Nunca tive alunos cegos, embora tenha sido por muitos anos professora do Ensino Especial. Tive sim duas alunas (irmãs), de baixíssima visão, que caminham, infelizmente, para a cegueira. A vida escolar destas crianças é especial, mas elas podem frequentar escolas comuns desde que professores e colegas sejam orientados. Um aluno com baixa visão deve sentar-se na frente e ter liberdade de se movimentar na sala de aula, para encontrar o local onde melhor consegue ver. Tudo tem que ver com a luminosidade da sala, agora pode ficar aqui e na próxima aula, já precisa de ficar ali...por isso é tão importante o apoio dos colegas.

    Se houver necessidade do uso de auxílios ópticos especiais como lupas ou telescópios, também os colegas devem ser orientados quanto à importância destes instrumentos para a criança.

    Hoje, o aluno com baixa visão e o aluno cego, já usam o computador para fazer trabalhos escolares, navegar na internet, etc. Há impressoras que permitem a impressão em Braille do trabalho feito no teclado comum. Todas estas ferramentas facilitam, grandemente, a aprendizagem, mas o mais importante é que pais e professores acreditem no potencial destes alunos e os ajudem  a alcançar o sucesso escolar e a ser felizes.


     

    Louis Braille nasceu na pequena aldeia francesa de Coupvray, no distrito de Seine-et-Marne, a cerca de 45 km de Paris, no dia 4 de Janeiro de 1809. O pai, homem de certo prestígio na região, era seleiro ou correeiro. Aos três anos, quando brincava na oficina de trabalho do pai, ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, aproximou-a do rosto, acabando por ferir o olho esquerdo. A infecção produzida pelo acidente expandiu-se e atingiu o outro olho. O menino ficou completamente cego.

    Contando com o amor e fiel apoio dos pais, Louis acostumou-se logo à nova situação. Com o auxílio de uma bengalinha, ia à escola, onde demonstrou em pouco tempo inteligência superior aos meninos da sua idade, pois decorava e recitava as lições que ouvia, espantando os professores com a sua inteligência brilhante.

    Aos sete anos consegue ingressar na instituição de Valentin Haüy, um homem culto e de nobre coração, que, em 1784, fundara em Paris uma escola para instruir os cegos e prepará-los para a vida. Haüy, apologista das filosofias sensistas - defensoras de que tudo depende dos sentidos -, adapta o alfabeto vulgar, traçado em relevo, a fim de que as letras fossem perceptíveis pelos dedos dos destinatários.

    Também, por essa época, Charles Barbier de la Serre, um capitão de artilharia, aperfeiçoava um código através de pontos, que podia ler-se com os dedos e que era usado para velar os segredos das mensagens militares e diplomáticas, a que chamou "escrita nocturna" ou "sonografia".

    Um encontro com Teresa von Paradise, concertista cega, foi decisivo na sua vida. Teresa idealizara um engenhoso aparelho para ler e compor ao piano, que fascinou Braille. Aprendendo música com ela, tornou-se rapidamente organista e violoncelista. Aos quinze anos foi admitido como organista da Igreja de Santa Ana, em Paris.

    Nessa altura seus pais já tinham morrido, assim como o seu grande amigo Haüy, director do Instituto que se transformara no seu lar. Como dedicasse grande parte do seu tempo à educação dos novos alunos, aceitaram-no como professor do Instituto.

    Rapaz educado e agradável, era recebido nos melhores salões da época. E foi num desses salões que Braille conheceu Alphonse Thibaud, então conselheiro comercial do governo francês. No meio de uma conversa Thibaud perguntou-lhe porque não tentava criar um método que possibilitasse aos cegos não apenas ler, mas também escrever.

    A princípio, Braille irritou-se com a sugestão, pois achava que a tarefa devia caber aos que viam e não a ele. Reconsiderando, começou a admitir a possibilidade de realizá-la, mesmo sendo cego.

    Foi então que começou a trabalhar no código de Barbier. Após três anos, o jovem estudioso conseguiu o que queria: o sistema dos pontos em relevo representando letras. A ponta de uma sovela, o mesmo instrumento que lhe tirara a visão, passara a ser o seu instrumento de trabalho.

    Geralmente, aponta-se 1825 como o momento em que o jovem aluno inventa o sistema (que mais tarde veio a ter o seu nome).

    Todavia, apenas em 1829 publica a primeira edição do trabalho, intitulado "Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles". Deu-lhe forma definitiva na segunda edição, vinda a lume em 1837.

    Este sistema é constituído por seis pontos, em duas filas verticais de três, num total de 63 sinais.

    Este processo de leitura e escrita através de pontos em relevo é usado, actualmente, em todo o mundo. Trata-se de um modelo de lógica, de simplicidade e de polivalência, que se adapta a todas as necessidades dos utilizadores, quer nas línguas e em toda a espécie de grafias, quer na música, matemática, física, etc.

    Uma desilusão o aguardava: dificilmente o seu sistema seria aceite. O capital empregado pelas escolas nos enormes livros para cegos não permitia que lhes fossem deixados de lado de uma hora para a outra. Braille, então com vinte anos, começou a ser procurado pelos alunos do Instituto que lhe pediam lições do novo sistema. Estas aulas tinham que ser realizadas às escondidas, mas serviriam - pensava ele - para difundir o método e provar a sua funcionalidade. Braille tentava, ao mesmo tempo, exibir o sistema nos lugares que frequentava. O máximo que conseguiu foi um ofício, no qual o governo francês agradecia a sua contribuição à Ciência.

    De entre os alunos a quem ensinava música havia uma pequena cega, Teresa von Kleinert. O seu talento ao piano era extraordinário, o que animou Braille a ensinar-lhe o seu sistema de pontinhos. Em pouco tempo, Teresa tornou-se concertista de sucesso. Recebida com agrado nos salões da Europa, Teresa difundia, a cada apresentação, o sistema Braille e pela primeira vez os jornais falavam no seu nome, até então desconhecido. A 6 de Janeiro de 1852 Braille morreu, sem chegar a ver reconhecido o seu trabalho. Só dois anos após a sua morte o sistema foi reconhecido oficialmente na França, depois que Teresa se exibiu na Exposição Internacional de Paris. Ao piano, pôde mostrar ao mundo como é que um cego podia aprender a ler e a escrever. Isso tudo, graças a um sistema criado por outro cego.

    http://www.lerparaver.com/fig_braille.html

     Bicentenário do seu nascimento.
    1809 - 1852
     

    O Mundo muda, a Gente muda, até a Hora muda...

       

    A conversa estava interessante, quase 02:00 horas marcava o relogio do meu PC. O sono chegava, as despedidas faziam-se, mas o assunto voltava a pegar. De repente, ao invés das 2 e tal, olho e vejo... 1:14 horas...Excelente, é o tempo a voltar para trás!!!

    Há horas que parecem dias e há horas que parecem segundos e ainda por cima...recuam 60 minutos. Quase milagre...

    O dia de hoje, será assim o dia mais longo do ano, com 25 horas...Que maravilha, quantas e quantas vezes queriamos poder acrescentar horas aos nossos dias?!...

    A mudança de hora acontece em toda a União Europeia, continuando a verificar-se as diferenças horárias entre os países dos três fusos horários que atravessam o continente europeu.

    Graças a essa bendita directiva, quando amanhecer podemos ficar mais uma horita..." jiboiando" na nossa querida caminha e pensando na morte da bezerra, se não surgir algo mais interessante!!!!

    We are the word...

     
     
     
         
     
    We are the children...
     
     
     LINDO o novo video!...  We are the word 
    Em diversos idiomas
    O segundo é o português.
    Que prestígio! 
    Mais  que  Perfeito!!! 
     
    Obrigado Manuela.Rosa vermelha
     

    Não posso aceitar... a FOME!...

     

    Não posso aceitar que, a cada 6 segundos, uma criança morra de fome no mundo...

    Sem elas a nossa vida não faria sentido, uma geração vive para criar a próxima, assim foi e sempre será.

    As crianças representam tudo o que o ser humano tem de bom:

    * A franqueza,

    * A vontade de se divertirem,

    * A sua beleza e a inabalável vontade de viver….

    Ela tem razão, somos mesmo muito burros...

     

    Maitê Proença tem razão: nós portugueses somos mesmo burros.

    Além disso somos também ignorantes. Senão vejamos: damos importância a uma senhora que se auto intitula actriz e que continua a querer publicar livros em Portugal, portanto uma pseudo escritora...digo eu. Já tivemos que levar com ela em muitas telenovelas e decerto contribuímos para muito do " filet mignon" que  lhe caíu no prato.  Agora tambem quer ocupar espaço nos escaparates das nossas livrarias...  Deve vir-lhe do tempo em que andou com Miguel Sousa Tavares, a vontade de ser escritora e, do posterior desinteresse dele, a raiva contra nós.

    Temos também outro problema: ao que parece Maitê não percebe nada de computadores. Lá no hotel foi tão inteligente que em vez de ir a um vulgo SOS PC ou PC CLINIC, não, chamou o desgraçado do porteiro da noite que por acaso odiava computadores e, por mais que quisesse não a soube ajudar. Passo exactamente pelo mesmo problema quando falo muito depressa para um jovem brasileiro que me atende ali no café da esquina, fica ali séculos a tentar entender uma frase completa. 

    Isto para concluir: somos todos burros e ignorantes. Portugueses e Brasileiros( Proenças...). Somos da mesma raça, da mesma espécie, o gene está lá em ambos. Ponto final.

     

    MULHERES FENOMENAIS...são todas!...


     

    Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...

    Mas o que é mais importante não muda;

    A tua força e convicção não têm idade.

    O teu espírito é como qualquer teia de aranha. 

    Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.

    Atrás de cada conquista, vem um novo desafio. 

    Enquanto estiveres viva, sente-te viva.

    Se sentes saudades do que fazias, volta e faze-lo.

       Não vivas de fotografias amarelecidas...

    Continua, quando todos esperam que desistas.

    Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.

    Faz com que em vez de pena, te tenham respeito

    Quando não conseguires correr atrás dos anos, trota.

    Quando não consigas trotar, caminha.

    Quando não conseguires caminhar, usa uma bengala.

    Mas...nunca te detenhas!...

    ( Madre Teresa de Calcutá )

     

     

    PEDRAS NO CAMINHO? Guardo todas...

     

     

     

     Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
    mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo!
    E que posso evitar que ela vá a falência.
    Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver...
    apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise!
    Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
    se tornar um autor da própria história.
    É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
    um oásis no recôndito da sua alma .
    É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
    Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
    É saber falar de si mesmo.
    É ter coragem para ouvir um 'não'.
    É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

    Pedras no caminho?... Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

    FERNANDO PESSOA 

     1888 - Lisboa -  1935

    VOAR NO FALCÃO AZUL... Uma maravilha!...

     
     
     
     
     
     

    www.falcaoazul.com


    Uma viagem inesquecível!!!

    Divirte-te voando, neste país LINDO que é o nosso.

    UMA HISTÓRIA dita real...

     
     

     

      PEQUENO ALMOÇO NO MACDONALD' S
     
                   (  Recebida por email...)
     
    " Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula a que assisti foi de Sociologia.. .

    O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projecto do curso era simplesmente chamado: "Sorrir"...

    A turma foi orientada para sair e sorrir para três estranhos e documentar as suas reacções...

    Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo Olá de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito fácil para mim... Pouco tempo depois fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março, ao McDonald's.
    Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho... Estávamos esperando na fila para sermos atendidos quando, de repente, todos  ao nosso redor começaram a ir para trás e então o meu marido também fez o mesmo...
    Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e virei -me para ver a razão pela qual todos se afastaram...
    Quando me virei, senti um cheiro muito forte de alguém que não toma banho há muitos dias, e lá estavam na fila dois pobres sem-abrigo.

    Quando olhei para o pobre coitado, próximo de mim, ele estava "sorrindo"... Os seus olhos azuis estavam buscando apenas aceitação...
    Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que tinha amealhado... O segundo homem tremia as mãos e ficou atrás do amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era a sua salvação...

    A jovem no balcão perguntou o que eles queriam....
    Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se aquecer naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Eles apenas queriam se aquecer)...
    Então eu realmente sucumbi àquele momento... Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena acção minha... Chegada a minha vez, eu sorri e pedi à empregada  que me desse mais duas refeições numa bandeja separada...
    Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei a minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis...
    Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e disse, "Obrigado!!"
    Inclinei-me, acariciei-lhe a mão e disse "Não fui eu que fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para te dar esperança!!"
    Comecei a chorar enquanto me afastava deles para me sentar com meu marido e o meu filho... Quando eu me sentei, o meu marido sorriu para mim e disse-me: "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"...

    Seguramos as nossas mãos por um momento, sabendo que pudemos dar aos outros, pois Deus nos tem dado muito......
    Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus...

    Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história  nas minhas mãos. Entreguei  o "meu projecto" ao professor, ele leu-o e então perguntou-me: "Posso dividir isto com a  turma?"
    Eu consenti e ele começou a ler o projecto e aí percebi que, como seres humanos e como partes de Deus, nós partilhamos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados... Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, o meu filho e o professor, e cada alma que dividia a turma comigo na última noite que passei como estudante universitária. ..
    Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei:

    ACEITAÇÃO INCONDICIONAL

     

    MÁSCARA ou MORDAÇA, eis a questão.

     
     

     

    Professores dizem que “delicadeza” não basta...

      "Os sindicatos que representam os professores falam em “retórica eleitoral” para definir a mudança de tom de José Sócrates,
    que ontem admitiu ter faltado ao Governo “delicadeza” para lidar com os docentes.

    Na entrevista da última noite à RTP, o candidato a novo mandato como Primeiro-ministro prometeu tudo fazer para acabar com a "crispação" no sector. ( RR Renascença - Informação

    Os votos dos professores são, diariamente, mencionados em todos os órgãos de comunicação social. É evidente, e todos sabemos, que podem revelar-se determinantes no combate eleitoral que se avizinha.

    Foram enxovalhados, maltratados, agredidos, foi dito à sociedade que eram os culpados de todos os males do Ensino em Portugal, foi degradado o Estatuto da Carreira Docente que na década de 80 tanto nos custou a conseguir, tiraram-nos autoridade, prestígio, dinheiro... Por tudo isto foram  os Professores a classe profissional que mais veementemente manifestou a sua indignação contra as reformas do governo.

    Acredito, portanto, que os nossos votos possam revelar-se determinantes. Esses 120 000 professores que se manifestaram em Lisboa, mais os 40 000 que não puderam estar presentes e ainda os 160 mil cônjuges e alguns milhares de filhos solidários somando também  os professores aposentados que continuam a sentir como suas as injustiças  são, decididamente, um peso muito grande..

     Tarde e a más horas, o chefe do governo admitiu ter faltado ao Governo “delicadeza” para lidar com os docentes.

    As eleições estão aí e uma coisa terá algo a ver com a outra?!... 

    * - Foto tirada na manifestação de professores em Novº de 2008 - Lisboa.
     
    Ainda a Gripe A ( H1N1) vinha longe e esta professora já se prevenia do contágio, colocando a mordaça, digo máscara.
     
    Eram 120 milhares de pessoas e... mais vale prevenir do que remediar, diz o sábio povo e com razão!...
     
     

     
     

    MINORAR A CRISE ...

    Sabes que podes minorar a crise no nosso país?

    A resposta está em consumir produtos nacionais. O Governo não o pode dizer abertamente porque é proíbido pela União Europeia, visto que vai contra a dita "economia de mercado", mas nós, os cidadãos anónimos podemos tomar uma posição.

    Ao consumirmos produtos nacionais estamos a trabalhar em duas frentes, por um lado diminuimos as importações, o que permite diminuir a dívida do país equilibrando a balança, por outro lado o aumento da procura interna vai fazer com que as empresas estabelizem financeiramente e contratem novos empregados.

    Sempre que possível compra produtos nacionais, mas certifica-te que é mesmo Made in Portugal. Existem muitos rótulos que dizem produzido na UE, que não têm a ver com Portugal.

    Sempre que se compra um produto importado estamos a melhorar a economia dos outros, não a nossa, isto porque o crescimento económico, pelo modelo actual, assenta basicamente nas exportações. Não é à toa que sobretudo países como a China e India que exportam para a Europa e EUA tenham visto a sua economia disparar em tempo record.

    Pensa nisto, um produto importado = dar dinheiro a quem o exporta. Uma economia sustentável assenta na produção para consumo próprio e  exporta-se o excedente.

    Queres continuar a ajudar a China, ou qualquer um dos países com as economias ditas emergentes, a melhorarem o seu crescimento económico ou preferes melhorar a economia de Portugal?
    Não, claro que não!...
    ( By mail)

    COISAS DA MINHA LAVRA... Saudades!...

     
     
       Quando exercia a minha actividade de professora, ansiava sempre pelo 1º de Setembro... Era o retornar à Escola depois das férias do Verão.
      A última semana de Agosto nunca mais acabava...
      Hoje...não regressei, nem no ano que passou isso aconteceu. O estar aposentada não faz com que me esqueça da reentrada e, mais uma vez o meu relógio biológico me acordou às 7 h ( foram mais de 30 anos a acordar às 7...) e logo pensei:
    _Hoje é 1 de Setembro...Quem me dera ir!...
    O 1º de Setembro é o dia em que os professores se apresentam depois de férias, é tempo de trabalho " de bastidores", de preparação para a abertura do ano lectivo. Reencontram-se antigos colegas de trabalho, conhecem-se caras novas... Gostava sempre deste início, sim!...
     
    Bem acordada fiquei pensando, revivendo, recordando tempos idos...
    Bateu a Saudade e doeu a sério!!!...
                               
        
     ( O Blogue da unidade de Surdos da Escola da Penha )
     
     
     

    AGOSTO, meu querido mês de Agosto...

     

     
    Agosto, do latim Augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Este não queria ficar atrás de Júlio César em honra de quem foi baptizado o mês de Julho e, portanto, quis que o "seu" mês também tivesse 31 dias.
     
    Agosto é, no hemisfério norte, mês de férias, tempo de pausa, de retemperar energias, de recarregar baterias, de viajar, de descansar, de ler o que se deixou de lado ao longo de todo o ano, sob o pretexto da falta de tempo. Enfim, Agosto é mês de lazer - mas afinal um mês tão ocupado como os restantes, só que porventura ocupado com actividades diferentes das habituais.
    Agosto é apanágio dos veraneantes, é mais in... todos procuram um lugar ao Sol ... até parece que todo o Portugal se muda para cá no mês de Agosto. 
    Agosto das filas no peixe, no pão, nos restaurantes, nas estradas, nas saídas da praia...
    Filas e mais filas... filas intermináveis, neste interminável mês de Agosto.
    Para nós residentes são 31 dias de cansaço, de confusão, de barafunda, de stress... que só queremos que passem depressa.
     
    E vá-se lá entender porque toda a gente tira férias em Agosto?! …
    Querem realmente férias aliviadoras do stress diário dos restantes meses do ano???
    Então elejam Julho e Setembro e beneficiarão de um serviço 5***** . São meses  mais calmos, com  temperaturas do ar excelentes, não tão sufocantes como as de Agosto, mas divinais, são as ideais, são as nossas preferidas... Ao turista  que nos visita damos mais qualidade, porque podemos oferecer o que o Algarve tem de bom: sol, mar, bom peixinho... sem correrias e confusões. 
    Nunca recebemos bem na nossa casa se ela estiver a abarrotar de visitas. O mesmo se passa com o Algarve em Agosto.
    A confusão é grande por todo o lado!...
     
    E ainda a respeito da queda da falésia, na praia Maria Luisa, aqui bem perto de mim, eu frequento esta praia e acredito que foi uma consequência do tremor de terra do inicio da semana.Temos um país que não tem dinheiro para ter " tudo em ordem", sabemos bem e, sendo sempre mais provável que as derrocadas aconteçam no Inverno, tambem podem acontecer no Verão. Sabemos que a erosão se dá a cada dia e pequenos sismos também, logo, o perigo pode estar sempre eminente.
    Por favor, cumpram as regras de segurança. Um guarda sol pesa pouco...não aproveitem as sombras das falésias que estão assinaladas como perigosas.
    Foi uma loucura a manhã de 6ª feira passada... foi terrivel sentir a tragédia tão perto.
    Queremos que nos visitem, mas queremos que regressem bem aos vossos lares.
    Quero que a minha terra seja lembrada pelos bons momentos de lazer vividos aqui e não pelas marcas de dor que ficam em quem perdeu familiares.
     
     

    Feira Medieval de Silves

     

     
    De 8 a 16 de Agosto.
     

     

     

    A sexta edição da Feira Medieval de Silves tomará conta do centro histórico da cidade, entre os dias 8 e 16 de Agosto de 2009, das 18h00 à uma da manhã. Conte com nove dias de recriação fiel do ambiente vivido na antiga capital do Al-Gharb.

    Os primeiros dias da Feira serão de influência predominantemente árabe e os últimos dias de influência marcadamente cristã, num esforço de situar historicamente a recriação do espaço e factos dramatizados ao longo dos nove dias do evento nos séculos XI, XII e XIII. Num cenário natural e único no que concerne ao património edificado, do vermelho do grés que coabita com o ocre que pincelou beirais e paredes, passando por pátios e varandas, passarão figuras do povo, do clero ou da nobreza, homens de armas e muitos outros. Entre os sons e os aromas característicos, serão muitos os apelos aos sentidos e ao imaginário de cada um.

     

     

    Do rio Arade ao Castelo haverá todo um ambiente de festa e de descoberta contínua. A história será contada não só através das várias representações, mas também pela cenografia envolvente e por inúmeros apontamentos que surgirão, ora num painel, ora numa exposição, ou até mesmo num edital.

    Tudo começa no dia 8, ao som de tambores que irão rufar por toda a cidade. Músicos, bailarinos, outros artistas e personagens juntar-se-ão e junto ao cais esperarão Ibn Mozaine, nomeado governador de Silves, quando esta cidade integrava o Al-Andalus.

     

     

    Ao longo dos dias serão recordados os povos que ali viveram, respeitando e valorizando o legado por eles deixado: da judiaria e seu lugar de culto à mesquita e a outros credos, culminando no cristianismo, que terá larga expressão quando D. Paio Peres Correia conquistar definitivamente Silves. Por fim e numa inesquecível viagem pelo tempo, relembraremos como D. Dinis, Senhor e Rei de Portugal e do Algarve, soube administrar, reordenar e fazer poesia.

    A animação será uma constante, da música à representação, sem esquecer a gastronomia, chegando ao pormenor da moeda: no recinto da feira só se paga com XILB (o câmbio será feito à entrada e à saída). E quem quiser abraçar verdadeiramente o espírito medieval poderá alugar trajes adequados pelo valor de dois euros (ou, melhor dizendo, 2 XILB).

    Consulte a programação detalhada do site da câmara Municipal, em www.cm-silves.pt, e faça uma boa viagem no tempo.
    Ana Marta Ramos 
       
     Quem sabe não te cruzas, por lá, com a PrincesaGILDAالغرب   mais o seu mouro Ibn Almundin?!....

    Nunca tinha ouvido falar deles... Não passem, sem ouvir!...

             

    Aceitando o convite de um amigo que já os tinha visto em Lisboa, e ficou maravilhado, fui vê-los e ouvi-los ao Teatro Municipal de Faro.
    Sons da música brasileira foram interpretados de forma singular por Edu Miranda e os irmãos Tuniko e Giovani Goulart, numa combinação de bandolim, viola, e bateria.
    O chorinho dominou, o forró esteve presente e até uma música de raiz açoriana e o fado subiram ao palco. 
    O espectáculo quase teatral, em que o humor dos brasileiros aproximou ainda mais o público, foi magnífico.
     
      "Foi um espectáculo totalmente instrumental, onde Edu fez uma fusão perfeita entre a melodia do nosso fado com o choro (principalmente) mas também com os outros géneros musicais que desde cedo o marcaram.
     Talento reconhecido não lhe falta e "Fado de Longe" é um excelente exemplo da melhor música instrumental que tenho ouvido.
    Excelentes arranjos, em conjuntos hamónicos perfeitos, uma qualidade interpretativa “intocável” e um resultado final equilibrado, tranquilo, intenso e de elevada qualidade sonora, enfim, um óptimo exemplo de música instrumental contemporânea."
     
    Comprámos, evidentemente!...

     

     

    Sobre os PIRATAS da SOMÁLIA

     

     




    Por: Johann Hari

    The Independent, UK


    Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas?

    A Marinha Real Inglesa - e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navegam nos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Perseguem-nos em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás desta estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos 'ocidentais' estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar - e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.

    O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalis passam fome desde então. E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares e praias da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo  nuclear do planeta.
     Exactamente isso: lixo atómico. Mal o governo se desfez e (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contentores e barris enormes. A população do litoral começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebés mal-formados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e esburacados apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.
    Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atómico no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos". Parte do que se pode rastrear leva directamente a hospitais e indústrias
    europeias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato.
    Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse "negócio", ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."
    Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado. A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela super-exploração - e, agora, está super-explorando os mares da Somália. A cada ano, saem
    de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.
    Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilómetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."
     Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalis. São pescadores somalis, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.
    Os somalis chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalis conhece-os sob essa designação.


    Pesquisa divulgada pelo site somali independente WardheerNews informa que 70% dos somalis "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional". Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro, também, que há gangsters misturados nessa luta - por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse:
    "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam o nosso peixe". William Scott entenderia perfeitamente.
     Por que os europeus supõem que os somalis deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente aos pesqueiros europeus (de entre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo... Imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.


    A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares."

     O pirata riu e respondeu:

    _O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador.

    Agora, a  grande frota europeia invade os mares da Somália - mas... quem é o ladrão?


     

     

     

     

    A CASA do MONTE

     

                                                                                                                  

     

    É um refugio onde se acorda de manhã com o chilrear dos pássaros, onde nem se dá pelo passar das horas e onde ainda se deixa a chave na porta  ...

    É uma casa humilde, como humildes eram os meus avós. Mas é um local onde impera a paz e o sossego!...

    Gosto de cá vir… aqui  retempero forças!!!

    Está um dia quente. O carro marca 38º C… Mal chego, bebo água fresca e descanso um pouco. Como só cá estou hoje, não tenho muito tempo para esperar que o calor abrande. Apetece-me um figo da Índia...  Pego numa lata de zinco, que em tempos serviu para tirar água do poço e numa tenaz. Desço o carreiro até à Figueira da Índia mais próxima. Em tempos vi-os à venda no Continente a 18 euros o quilo, sim 18 euros… Não sei de onde vêm, mas aqui ninguém os aproveita a não ser num “ matar de desejo” que é o caso.

    Encho a lata bem apinhada e deito-os na areia onde “sabiamente” lhes retiro os picos muito finos, mas agressivos. Depois, cumprindo o ritual, lavo-os e coloco-os no banco de pedra para secarem do excesso da água. Coloco-os no frigorífico para arrefecerem..." Quentes, fazem mal à barriga" - dizia a minha avó Isabel.

     

    Estes bancos de pedra, construídos nas fachadas das casas, tinham muitos fins…serviam para a secagem de frutos, descanso das caminhadas, pousar dos cântaros, contemplação do céu estrelado ao fresco da noite… Gosto de me sentar neles ao cair da tarde e noite dentro. Trazem-me lembranças dum passado longínquo.  Ali, ao relento, na noite de um distante verão ouvi muitas histórias contadas pelo meu tio Vanderdil ( Parece um nome estranho, mas não é se eu vos disser que o Padrinho foi veterano da 1ª  Grande Guerra em França ). Este meu tio era o irmão mais novo do meu pai.  Ainda hoje me lembro de muitas coisas que ele me ensinou e... eu tinha apenas 5 anos quando ele morreu aos 35 anos de idade. Ensinou-me a coaxar como a rã e a cantar como a perdiz, ensinou-me a contar até 20...e ensinou-me o Jogo das Pedrinhas... ensinou-me muitas outras coisas que, na minha memória de menina,  se perderam.

    Nem tudo são boas recordações… quando regresso ao passado.

    Um dia, vi trazerem-no inerte em cima duma égua. Ainda hoje consigo visualizar toda essa dramática cena. Eu adorava o meu tio Vanderdil... Ele foi a primeira grande perda da minha vida.

    Descobri que o coração da gente se cansa de bater e pára...tinha apenas 5 anos!

     

                                            

    A nova fachada da casa, com barras de azul alentejano!  Acabadinha de pintar ... Deixo que ponham tudo ao gosto deles. Gostam de lá ir passar os dias de folga, caminhar, pedalar, descobrir... Deram uso aos cântaros, aos alguidares de barro, aos chocalhos, às esparrelas para pássaros, às panelas de barro, às trempes e aos candeeiros a petróleo,etc... trouxeram para a luz do dia toda a tralha que encontraram na despensa. Mas eu não me importo que eles ponham a casa ao gosto deles.
    O forno é que eu preciso de cuidar, recuperar, caiar... É um forno comunitário, pertenceu a 4 famílias cujos herdeiros ainda vivem... uma delas, sou eu.

    Vai ser a minha próxima preocupação!...

     

    O amor ao monte, permanece nos meus filhos.

    Consegui transmitir-lhes isso...

    Fico FELIZ!...

     

    http://alcariaalta.blogspot.com